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segunda-feira, novembro 13, 2017

alis volat propriis


É muito engraçado como a vida pode levar anos a dar-te sinais do tamanho do Everest e depois é uma lomba no caminho que te faz dar o click.

Na minha vida nada, ou quase nada, foi o que sonhei ou trabalhei para. Por muito que me tenha esforçado para tomar as decisões certas, por fazer os sacrifícios necessários e não escolher o caminho mais fácil para chegar a determinado sítio, a vida encarregou-se de fazer outros planos para mim. Sinto que andei demasiado tempo em luta contra a corrente, com a sensação de estar em permanente esforço... nunca era suficiente. Até que um dia, em estado permanente já não de esforço, mas de cansaço, deixo-me ir. Entrego o jogo e deixo que a vida me leve para onde quiser, já não quero saber se é o certo ou o errado. Agora tomo as decisões conforme a corrente e aceito que a vida deve saber mais do que eu. Não foi de um dia para o outro, é capaz de ter levado os dois anos que estive sem escrever aqui, e levado um pouco de mim também.

Mas esta não é uma história triste ou de desistência. É antes uma história de aceitação e de criar outros sonhos á medida do rio que me guia. É de saltos de fé e de acreditar que MEREÇO, sou SUFICIENTE e estou PRONTA.








quarta-feira, julho 29, 2015

the breaking point

Comecei o ano com a clara certeza de que seria o ano de todas as definições. Este ano, e o que acontecer durante, vai definir o resto da minha vida... ou pelo menos grande parte dos anos que tenho pela frente (porque mudanças estão sempre a acontecer). Este ano é o culminar de muito trabalho feito na direcção dos meus objectivos e do que quero para o meu futuro. Mas ao mesmo tempo que todas estas decisões têm de ser tomadas, todas elas já não dependem de mim. Eu já fiz o meu jogo, a minha aposta, o meu all in. Já tomei as decisões na minha cabeça, já me preparei psicologicamente para muitas delas (que é talvez o mais difícil) e já fiz o que tinha de ser feito. Sinto que agora é tempo de virar o jogo na mesa, respirar fundo... e acreditar que o que vier, será pelo melhor.




quinta-feira, dezembro 19, 2013

minhôa

Apresento-vos a miúda cá de casa. Mais uma que me enganou, bem enganada ;).


O G@to veio parar cá a casa, porque andava à nossa porta e assim que nos apanhou de carro aberto escapuliu-se lá para dentro e vai de fazer ron-rons. Esta foi mais ou menos da mesma forma. Quando a apanhei para a colocar fora do recinto, ainda a estava a levantar e já estava a ronronar que nem uma perdida e eu... não resisti. Enroscou-se logo no meu colo. E depois de muitos meses a tentar arranjar coragem para arranjar uma companhia para o G@to, acabei por tomar a decisão em segundos. Achei que ela era simpática o suficiente para se dar bem com o g@to e que ele ia ficar contente.
A verdade é que eles têm um feitio parecido e dão-se bem. Tirando grande parte do dia em que ela só quer andar em cima dele e andar a rebolar com ele pelo chão. Ele que foi apanhado de surpresa no seu reino mimado, não acha muita piada que eu divida os meus braços com outro bicho.
Resultado... tenho um gato meio deprimido e uma gata com a mania que a casa é dela. Eu, ando a tentar gerir mimos e a arranjar espaço para além do dos meus braços, no meu coração. Porque isto de amar a mais um bicho, como eu já amo o meu g@to, não é automático. E esta parte da equação é que me apanhou de surpresa.

sexta-feira, abril 01, 2011

hoje é o primeiro dia, do resto da minha vida

(e não é mentirinha nenhuma) Mudei-me com a Primavera (e com os censos ;)), mas hoje marca-se o ponto de não retorno, o início, vira-se a página e começa-se a escrever de novo. Hoje tenho uma página em branco onde já se desenham novas esperanças, novas espectativas e também novos erros. Mas não faz mal porque são novos, não são repetidos. Hoje marca-se no calendário a alta, o coração já não está esfrangalhado, embora também não se apresente forte para grandes embates... mas a esperança, ai a esperança, ainda bem que sobrou esse antídoto, esse que faz reset and hit play again (quase) ignorando o medo. Hoje começa o último ano do meu doutoramento... parece que ainda ontem me estava a candidatar e vai-se a ver, já estou na recta final, parece que tudo se vai encaminhando, encaixando, finalizando. Hoje encho os pulmões de ar e sorrio... hoje é o primeiro dia do resto da minha vida. (... e a água não está assim tão fria ;))

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

sozinha não é o termo

certo, certo?

Não é que a vida se resolva sozinha, por ela própria. Mas resolve-se ou vai-se resolvendo. Mesmo que não queiramos ou não sabendo como... a vida anda para a frente, não importa as raízes e a força hercúlea com que nos agarramos a um momento, ele passa... passa sempre. Não sem dores, não sem estragos, não sem perdas... mas passa e mesmo essas dores e estragos e perdas também se vão amenizando com o tempo e a vida a acontecer. Mesmo que não queiramos temos de comer, e dormir, e trabalhar, e falar, e sorrir, e sair, e fazer projectos, e fazer porque aconteçam, e por sonhar... e quando damos por isso, com alguma sorte (que não é uma sorte qualquer... mas isso fica para outro post), a vida resolveu-se. Provavelmente não da maneira que inicialmente imaginámos, mas de outra diferente... e isso é a vida.

Não é que a vida se resolva sozinha, só nós. De maneira nenhuma, foi preciso muita gente, muita gente mesmo... muitos nem imaginam como 1 palavra, 1 aceno, 1 abraço ou 1 sorriso seus me encheram o coração, a mente e a vida.

Por isso, não é que a vida se resolva sozinha... de forma alguma, mas a vida acontece, com muita vida lá dentro e temos de aceitar...

that' life!

vamos começar?

pronto, parece-me que agora já estou boa para começar a escrever. e quem diz escrever, diz viver.

e não é que a vida se resolve, mesmo (quase), sozinha!

sábado, dezembro 18, 2010

that´s life

A vida é assim, leva-nos. Mesmo que não queiramos, mesmo que não acreditemos, mesmo que nada nos faça arredar um pé... ela empurra-nos e nós vamos. É tempo, dizem-me. E eu também já acho que sim. Não estou inteira, mas descobri outras partes adormecidas, que não fazendo um todo... fazem um começo. Eu acredito, mesmo, que o melhor está para vir... e eu estou a ir.

terça-feira, outubro 26, 2010

out of order

Este espaço, tal como eu, precisa de um tempo. E nesse tempo eu não mando, quando acontecer acontece... por agora é uma coisa de cada vez e não é a vez do blog. Até um dia destes e que esse dia seja doce.

Obrigada a todos, vocês sabem.

li@

segunda-feira, agosto 16, 2010

against all ods, our maybe not

alguém chutou mesmo o chão... e partiu o dedão grande do pé! Começo a achar aqui um certo padrão... afastem-se, enquanto podem!

ps- eu cuido C., as melhoras ;).

segunda-feira, agosto 09, 2010

vamos jogar um bába

Daqui a pouco (8h da noite por aqui) as meninas do lamol vão jogar um bába (partida de futebol na bahia), vão colocar os meninos a goleiros (guarda redes) e vão tentar não chutar o chão (e não partir as pernas já agora!)... depois vão felizes e contentes, repor as calorias na pizaria da zona. E às 8h30 aqui a menina vai ao lamol tirar 1 PCR e fotografar 2 pentes.

oh vidinha mais ou menos!

ps- um dia faço um dicionário Português de Portugal - Português do Brasil e um de Lab para português, já agora.

sexta-feira, julho 30, 2010

quarta-feira, junho 16, 2010

"A viagem pode ser uma das formas mais satisfatórias de introspecção."

Lawrence Durrell

Porque há sítios a que só podemos ir quando não estamos em nós, no nosso conforto, na nossa rotina. Nessas alturas quebram-se muros, caem barreiras, descobrem-se forças e também fraquezas. Não há artifícios, nem esconderijos, nem ombros amigos para nos consolarem e somos obrigados a olhar, mesmo quando gostaríamos de cerrar os olhos e ignorar.

quarta-feira, junho 09, 2010

this is not happening

O meu orientador magoou-se no pé/perna e vai estar, pelo menos, 4 semanas sem andar...

no comments.


e por via das dúvidas, guardem alguma distância de mim, estou a dar azar.

terça-feira, maio 25, 2010

se eu pudesse voltar atrás

- tinha esperado um ano e tinha tentado outra licenciatura.

basicamente é isto.

segunda-feira, maio 24, 2010

espírito quebrado

Não costumo conduzir muito, porque normalmente ando de transportes públicos, mas agora que ando de motorista tenho conduzido todos os dias, por Lisboa em hora de ponta. Não sou propriamente naba, tenho carta desdo os 18, gosto de conduzir e acho que conduzo bem e acho que o problema é precisamente esse... conduzo bem. Respeito as regras, os piscas e as prioridades e por isso muitos condutores, e até acompanhantes, acham que sou naba, ingénua e boazinha porque deixo entrar ordeiramente à minha frente quando em fila (não deixo quando me querem passar à frente no trânsito), faço pisca antes de me lançar para a faixa do lado, dou prioridade a quem vem da direita e às manobras de quem vai à minha frente. Quando não respeitam o mesmo código que eu fico zangada, muito, e barafusto e lá vem outra vez o és ingénua, e és boazinha, tens de ser como eles senão não te safas! E é esta inversão de valores que me quebra o espírito, na condução e na vida. Eu espero que cada boa acção da minha parte, seja vista como algo bom e não como alguém que é naba e não quer seguir o caminho (mais fácil) de toda a gente. Porque esse eu também conheço, mas escolhi não seguir. Nos tempos que correm (depressa, demasiado depressa) o desafio não é ser bom, é conseguirmo-nos manter bons, mesmo quando nos tentam quebrar o espírito.

quinta-feira, maio 20, 2010

pelas minhas contas eu devia ter 28 anos, mais coisa menos coisa

Custa-me dizer a idade que tenho, não porque me ache velha mas porque efectivamente não me sinto com o número de anos que o BI indica. Se há por aí quem pense que é uma óptima linha de pensamento, neste momento a coisa vê-se por outro prisma.
Não tenho filhos, não tenho um emprego estável... a bem dizer nunca deixei de estudar, não uso saltos altos (a não ser para ocasiões especiais) (porque), não tenho carro e ando de transportes públicos, não sou casada e a única coisa a que posso chamar minha é ao meu gato (porque a bem dizer a casa continua a ser do banco). Os meus "luxos" são as viagens e os meus "guilty pleasures" são as esplanadas e almoçaradas com os amigos e roupa, pois claro. Posto isto, quando me perguntam a idade não me sinto na minha pele, não me apetece dizer que tenho a idade que tenho, porque com esta idade eu já devia ter um emprego estável para poder ter carro e filhos e usar saltos altos, mesmo que depois não me casasse, decidisse adiar a maternidade, fosse para o trabalho de autocarro e de ténis às bolinhas. E isso é que, verdadeiramente, me faz "nova" por fora e "velha" por dentro.

domingo, maio 09, 2010

é mais ou menos isto

Eu também podia fazer um reclame "olhem para mim, agora sou uma motorista, agora enfermeira, agora cozinheira, agora secretária, agora..." adiei a viagem por mais um mês. O meu amor continua a sua recuperação, com mais um mês sem apoiar o pé e a fazer fisioterapia todos os dias... eu não conseguia ir embora e deixá-lo assim a tratar dele, da casa, do gato. O que quer dizer que depois do nosso Inverno, vou para o Inverno do Brasil e só volto novamente no... nosso Outono/Inverno... não há Verão para mim! Há alguém, you know who, que vai ter que me pagar isto muito bem. E eu já pensei numa excelente ideia (54) ou duas (24) para me recompensar.

segunda-feira, maio 03, 2010

tinha piada não tinha?!

- e se a uma semana de partir para o Brasil eu ficasse doente?
- e se para tratar de mim estivesse a pessoa de quem eu estou a tratar a tempo inteiro, hum?
- e se o vulcão continuar a lançar cinzas, hum? tinha piada não tinha


ps- a minha mala continua por fazer.

domingo, abril 25, 2010

report

A perna está a melhorar, o pé está menos inchado graças a muito gelo e a perna elevada 24h, sobre 24h. Ora 24h, sobre 24 dá... eu como enfermeira a tempo inteiro e de cozinheira nos tempos livres. Nunca se fez tanta comida nesta casa, palavra de honra. Agora, há sempre bolo e arroz doce (cortesia da amiga bimba). E há um mundo de receitas que nunca tinha feito... ele é arroz de marisco, arroz de pato, ervilhas com chouriço, sempre acompanhadas de limonadas e sumos naturais... não dou descanso à miúda. Mas descansem, que nem só de bymba vive a minha cozinha... também há frango com limão, mel e amêndoas (um original meu).
Com esta história de férias forçadas para dois, o gato tem sido o mais felizardo, com os dois donos em casa o tempo inteiro, está feito um maricas de primeira, que só de olhar dá gosto. Ando tão bem comportadinho o meu menino. Os dias têm passado fantásticos, apesar de estarmos quase em prisão domiciliária (ele pelo menos), abrimos as portas da varanda de par em par e parece que nos entra o Verão e a Primavera pela casa adentro, sabe bem... sabe muito bem. E lentamente vamos começando a entrar no ritmo do trabalho à distância. Eu não disse que ia ficar tudo bem?