sábado, junho 15, 2013

Para ser feliz, sê inteiro

Ás vezes acontece-me. Dou por mim a debitar teorias, certinhas, direitinhas e cheias de coerência pela boca fora como se já estivessem todas pensadas e justificadas e totalmente arrumadas na minha cabeça. Mas na realidade saem na hora e deixam-me mais a pensar como eu que eu tinha tudo aquilo engendrado na minha cabeça e ainda não o tinha articulado. Isto para dizer que no outro dia conversava com os meus colegas de trabalho sobre relações, paixão, infidelidade, amor (like it was the first) e dou por mim a justificar, com unhas e dentes, que não existe um and they lived happily ever afther. Ever! E que não há mal nisso.  Eu, pelo menos, não acredito. Eu sei, já escrevi sobre isto, mas cada vez se torna mais claro.

Eu sei, sou cínica. Eu também já acreditei que era para sempre, a sério! Then the world happend. E quando eu digo o mundo, é mesmo o mundo. Nós somos mais de 7 bilhões de pessoas, faz sentido que a nossa felicidade dependa apenas de uma pessoa?  Vivemos num mundo global, em que a distância é cada vez menor e as experiências cada vez maiores. A quantidade de pessoas com que nos cruzamos todos os dias cresce exponencialmente e a probabilidade de encontramos pessoas com variadas afinidades e cumplicidades é infinitamente maior. Não seremos egoístas depositando todas as nossas esperanças de um happy ending numa pessoa? Não estaremos a sonhar alto de mais com a capacidade de uma única pessoa nos fazer feliz a vida inteira?

Eu sei, sou uma descrente. Mas porque raio só é verdadeiro, só é amor, só se é feliz, com direito a tudo o que sempre se sonhou se for para sempre? O para sempre, é todos os dias. E todos os dias é muito tempo, são muitas pessoas e a felicidade vem de várias formas e feitios. A felicidade que vem da nossa realização profissional, das relações que estabelecemos com amigos, com conhecidos e ás vezes com desconhecidos, o prazer das viagens, do desconhecido, do conhecimento e do autoconhecimento, as conversas francas, o sentirmo-nos crescer todos os dias um bocadinho, o sentirmo-nos melhores pessoas todos os dias. Somos nós... não é o outro. Não somos felizes quando encontramos a outra metade. Para ser feliz, sê inteiro. E depois partilha.

Eu sei, não é fácil. No meio disto tudo sobram-nos expectativas por todos os lados. Faltam-nos planos a longo prazo. Falta-nos a sensação de estabilidade. É um puzzle que ainda não consegui resolver. Mas a vida é mesmo assim, constantemente inesperada.

Eu sei, sou uma sonhadora. Viver o momento, apreciar aquilo que temos, ser verdadeiro com os meus sentimentos, arriscar e ser corajosa com os resultados, tal como diz Laura Ingalls Wilder The real things haven’t changed. It is still best to be honest and truthful; to make the most of what we have; to be happy with simple pleasures; and have courage when things go wrong”, parece-me um excelente ponto de partida.


ps. acho que nunca escrevi um post tão longo 

quarta-feira, junho 12, 2013

é o Santo António possível

 
Há dois anos comprei um manjerico
Fiz um suborno o ano passado
Este ano zanguei-me contigo
Porque não me arranjas um namorado

Oh santo António meu desgraçado
Não sei porque teimas no meu fado
Para castigo vou ficar pelo Alentejo
No São Pedro volto para o festejo

Santo António não te zangues
Continuo a gostar de ti
Isto sou só eu triste
Por não poder estar aí ;)

quarta-feira, junho 05, 2013

em paz - parte II (versão cómica)

(oh pra mim que até já sei meditar)
 
Aos olhos dos outros, das minhas pessoas, eu estou em paz. E estou mesmo. E como é que eu sei? Porque basicamente não quero saber (versão simplista de estou-me a c#%ar). A vida é o que é... como alguém disse bad things hapen to good people e eu já nem sequer estou na fase das coisas más, longe disso. Mas as minhas pessoas insistem, que estou em paz, que estou com ar feliz, que estou descontraída, que nunca me viram assim... que bem que te faz o Alentejo (e faz). E eu aceno e digo que sim, que é verdade estou NA paz e depois rio-me e digo... estou-me a c#$ar ;D. Deve ser mais ou menos a sensação de quem fuma cenas ilegais ;)

segunda-feira, maio 27, 2013

it´s one of those days

Chego ao lab e começa tudo a correr mal, por nenhuma razão em especial. Carrego um gel e furo um poço. As pipetas teimam em cair e as amostras em fazer bolhinhas, sem nenhuma razão aparente. Vou fazer meio, a água destilada está no fim e ninguém avisou, um reagente cristalizou (faz um novo), pelo meio engano-me na quantidade do (novo) reagente e tenho de fazer mais 1L de meio (de novo). ahhhhhhhhhhh a energia negativa a possuir-me. Quase que diria que a resposta torta que levei de manhã se deveu ao meu tom afectado. Vou autoclavar os meios e... autoclave cheia de lixo, muda água destilada (que já não há), vai buscar mais. vai buscar mais. vai buscar mais. Faço o caminho, para ir buscar água destilada, a contar até 1000 e a tentar destilar a energia negativa. Faço o sorriso 32 com cada pessoa que me cruzo. é um exercicío que pratico... se eu sorrir, vão sorrir de volta e esta energia negativa que se cola a mim com um polvo vai perdendo energia. Vou-me desembaraçando dela assim praticando o bem e recebendo energia positiva de volta. Resulta, da parte da tarde foi uma maravilha.
Ahhhhhhhhh energia negativa... não brinques comigo, não foi à toa que instituí um pagamento de 10 cêntimos no lab por cada pensamento negativo. Embrulha!

domingo, maio 26, 2013

isto também é capaz de ajudar ;)

meu doce

em paz - parte 1

É essa a sensação. Quem olha de fora costuma estranhar. Afinal, estou sozinha, eu e o meu gato, a 200 km e 2 horas de distância de amigos e família, refundida no Alentejo (profundo), onde nem um centro comercial existe. Lembro-me de mudar para Viseu e dizer, desde que haja Zara... está tudo bem. Good news, não é preciso haver Zara (embora haja uma mango)! Olhando agora para esse post, chego à mesma conclusão... viver no interior dá-nos uma maior qualidade de vida. Muitos vão continuar a olhar para esta frase, a acenar a cabeça e a não compreender de todo o que quero dizer com isto. Talvez seja preciso passar por isso para compreender. Talvez seja preciso respirar este ar, talvez seja preciso olhar a paisagem e sentir. Mas talvez seja preciso também estar preparado para viver isto. E eu sinto que nunca estive tão preparada como agora. Ás tantas não sei se estou em paz porque estou no alentejo, ou se estou no alentejo porque estou em paz. Sei apenas que o Alentejo me permitiu descobrir essa sensação. De paz, tranquilidade de... venha o mundo inteiro que eu sou capaz.
;-)


quinta-feira, maio 23, 2013

writer's block

Apetece-me escrever sobre tanta coisa, mas depois vou a escrever e sai zero, palha. Não percebo. Quando penso nelas, as coisas, faço um raciocínio estruturado e com piada, depois chego aqui e piriquito!

ps- isto foi só um exercício para ver se desbloqueava ;)

quarta-feira, maio 22, 2013

li@ and the machine


E depois de escaqueirar a minha máquina fotográfica na noite anterior à defesa da tese, de duas idas à revisão (que me saiu mais cara que a do carro)... ela voltou. Acho que vamos ser tão felizes as duas ;)

quarta-feira, maio 15, 2013

dear past

hoje, nem sei bem porquê, reli o meu blog até perto de 2009 e 3 coisas conclui.

1. a vida está sempre a mudar
2. eu estou sempre a tentar ver o lado positivo
3. o tempo, realmente, cura tudo

dear future... tásse bem ;)

quinta-feira, maio 02, 2013

segunda-feira, abril 08, 2013

Que bem que se está no campo II
















E depois do cereal moído e devidamente amassado, levedado e cozido tem de ser provado na forma de tiborna (Pão quente regado a azeite e polvilhado de açúcar ou sal). E para não ficar embassada é sempre bom acompanhar com um vinho ;). Que bem que se está no campo!!



sexta-feira, abril 05, 2013

vou ali afogar-me, ok?


ao menos este é igual em qualquer lado!

contabilidade sentimental

Fui a casa... soa-me estranho... já não sei onde é a minha casa. Ou melhor, sinto que a minha casa é já em Beja, mas parte de mim ainda está em Lisboa... e vai continuar a estar, mesmo que passe muito tempo. Agora vive-se assim, permanentemente dividido entre dois sítios. Um onde começa tudo de novo, onde faço o meu trabalho e onde me abro para o mundo e faço novos amigos e outro onde continuam os meus amigos e família e o meu pensamento "o que é que eu estou a perder?". Fui a casa e passei o tempo a fazer contabilidade sentimental, a tentar perceber em que sítio o saldo seria positivo. E a forçar as contas para darem certo.

Só passou um mês e ainda assim, o desconforto sente-se, parece que os abraços não encaixam da mesma maneira, a conversa não flui e de repente sou meio estranha na minhá própria vida. Apesar de apenas ter passado um mês, a decisão foi feita para um ano e o que mais vier, e por isso não passou só um mês... passaram 30 dias e todas as decisões que o futuro me pede. Os amigos têm saudades de um mês, eu tenho saudades do mês que passou e dos que estão para vir e acima de tudo, medo. Medo que cada um siga o seu caminho e eu seja apenas a amiga que foi viver para Beja e que de vez em quando traz umas coisinhas boas do Alentejo. Medo, por nunca mais pertencer a lado nenhum, tentando seguir a velha premissa... home is where your heart is...

domingo, março 24, 2013

hoje perdi-me pelos campos e de amores








Estas paisagens são demasiado bonitas para me arrancarem de casa e me fazerem perder por esses campos, só com a minha máquina fotográfica. Acho que nem todos vão perceber o que se sente... mas para mim é pura inspiração, pura liberdade, contemplação e pura felicidade. perdida nos campos, perdida de amores ;)

segunda-feira, março 18, 2013

qualidade de vida #1

e o ponteiro do combustível que há mais de uma semana teima em não se mexer do sítio!

domingo, março 17, 2013

mudanças - what they really mean!


Pronto, casa limpa e arrumada. Afinal, mudar de casa é mais fácil do que eu pensava (with a litle help from my friends), mas não menos cansativo. O gato também já está adaptado, depois de alguns dias em modo barata tonta, a miar sem parar. Já reconhece as coisas dele e já arranjou os seus novos spots... sol não lhe falta e aquecedor também não. Eu? ainda a recuperar neste final de domingo de todas estas andanças, perfeitamente consciente que esta é uma oportunidade fantástica em termos de trabalho, em termos de qualidade de vida, em termos de crescimento e também perfeitamente consciente que as saudades estão a caminho. melhor dizendo, acabaram de bater à porta.

miss U all, my darlings... é bom que se ponham a caminho!

quinta-feira, março 07, 2013

Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam






Ainda me custa a acreditar em tudo o que me está acontecer... sinto que a vida me corre mais depressa do que eu consigo apanhar. E a sensação é que está tudo certo, finalmente, tudo parece estar no lugar, tudo parece se encaixar. Mesmo que eu tenha a minha vida encaixotada, mesmo que eu esteja a 200 km de "casa", da família e dos amigos. Sinto que cheguei, onde devia estar!
Estou muito feliz!