segunda-feira, outubro 24, 2011

e voltamos ao Outono

Brindamos com uma tarde chuvosa de filmes e conversa, cá dentro cheira a bolo a castanhas assadas e a riso. A chuva lá fora lava todo o pó que se acumulou nos últimos tempos, sabe bem ouvi-la cair. Cá dentro está quentinho, o gato enrosca-se num mimo pegado. O tempo passa devagarinho e eu sinto o meu coração amolecer devagar. Talvez nem tudo se tenha perdido, talvez o tempo cure como me prometem, talvez seja isso que me dizem... é preciso sentir o calor, mesmo em dias frios e chuvosos...
Cá dentro faz sol.

quarta-feira, outubro 05, 2011

há, precisamente, um ano atrás









tudo parecia doce, como a língua Portuguesa na boca de um Brasileiro

há dias assim

Em que se passa um dia perfeitamente adequado para ir para a praia e descansar (que é aquilo de que mais preciso), em casa a tratar das coisas pequeninas. Levar as malas para a arrecadação, pesquisar uns artigos, procurar música nova, organizar filmes, fotografias e documentos no PC, orientar a agenda, arranjar as unhas, procurar roupa perdida (não sei bem onde), há espera de um mail de trabalho que não chega, a bater papo no facebook e a aproveitar a minha casa. Um dia perfeitamente "desperdiçado" com minúcias, mas que me proporciona um grande sentimento de descompressão.

terça-feira, setembro 27, 2011

4






4 anos do meu amor mais pequeno. cresce, cresce, não pára de crescer... está tão grande o meu mushroom ;)...




quinta-feira, setembro 01, 2011

quarta-feira, agosto 03, 2011

quanto tempo o tempo tem?

A vida corre devagar, demasiado devagarinho. E um ano passa num instante. E um ano é muito pouco tempo afinal.

E eu preciso de férias... muita paz e sossego. Um ano não chegava.

domingo, julho 03, 2011

53. colocar papel de parede no hall



O rolo de papel de parede foi a primeira compra que fiz para a minha casa. excentricidade... mas não resisti, ele transmite exactamente aquilo que eu queria sentir cada vez que chego a casa :-).


PS- Obrigada amigas, ficou perfeito!

quarta-feira, junho 29, 2011

Só saio daqui para melhor

É tão boa a crónica de Pedro Rolo Duarte deste mês na revista Lux Woman que tive vontade de a transcrever inteirinha. Não foi toda, mas foi quase. Identifiquei-me com tantos dos sentimentos ali descritos e só espero recuperar, nos 5 anos de difrença, aquilo que ainda não tive apesar de ter decidido aliviar a bóia.


"Separei-me - ou melhor dito, divorciei-me- há dez anos. (...) Os anos que se seguiram foram vagamente caóticos, algures entre a negação de um falhanço e aqueles coices disparatados dos animais, sem direcção certa, sem rumo, apenas com vontade. Aos 37 anos eu queria tudo menos perder tempo, por isso decidi refazer a minha vida o mais depressa que fosse possível. Queria voltar a casar, queria ser pai outra vez, queria fazer tudo igual, mas desta vez bem feito.

(...)

Acordei antes do salto final para o abismo. E decidi aproveitar o tempo - isto é, viver. O verbo é muito fácil de conjugar, muito difícil de praticar. Viver, nestas circunstâncias, significa uma séria de outros verbos: crescer, amadurecer, aprender, esperar, acrescentar. Nem sempre eles se conjugam com os dias, é verdade, mas tentar não custa.

(...)

Aprendi a viver no caos. E a tirar partido dele. De certa forma, tornei-me uma espécie de livro permanente de auto-ajuda, procurando tirar dos maus momentos os bons ensinamentos, e aplicando o que fui aprendendo nos passos seguintes. Muitas vezes invejei os casais felizes que via nos restaurantes ou na praia ou no jardim, muitas vezes me interroguei sobre o facto de não ter voltado a casar. Mas a cada pergunta-isto é, a cada momento vivido-, obtive sempre a mesma resposta: não tenho de me resignar a uma vida que me fará infeliz. Nem a uma paz podre sem saída. Nem à submissão a um estereótipo social. A partir do momento em que aprendi a estar comigo, e a gostar de estar comigo, o patamar de exigência subiu: só saio daqui para melhor. Para muito melhor. E foi como se tirasse o pipo a uma bóia- a pressão baixou, o ar começou a circular livremente, e eu deixei de ser ingénuo quando vejo uma família aparentemente feliz num almoço de domingo.

(...)

O que quer isto dizer? Algo tão simples que parece tolo, mas talvez devesse ser o começo de qualquer reflexão: somos nós que fazemos a nossa vida. "

quarta-feira, junho 22, 2011

giving time a time

A minha vida assemelha-se às estações do ano, tive a minha Primavera de corropio, mudanças, fantasia, ritmo acelerado, novidade e pressa de chegar a algum lado. Cheguei, cheguei ao meu porto seguro e daqui não vou sair para mais lado nenhum. Porque por muito que eu queira, eu não consigo lavar a minha alma no duche, eu não esqueço quando decido que quero esquecer e não deixa de doer quando eu digo basta... tudo tem um tempo e eu decidi dar-me esse tempo e aproveitar o momento, sem decisões, sem procurar, sem esperar... chegou o Verão.

sexta-feira, junho 17, 2011

eu quero

"Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais."

Caio Fernando Abreu

segunda-feira, junho 06, 2011

me, myself and I (nem de propósito)

Acordei, não muito cedo, e decidi que ia ter um Domingo para mim, sozinha, a fazer as coisas que gosto de fazer e que me fazem feliz. Iria até Belém, comprava um latte e sentava na relva a ler o meu livro. Assim que saí de casa fui desafiada para ir aos pasteis de Belém com a minha L., e aproveitei para conhecer a F. e o J. (que fazem um casal muito feliz, sente-se ;)). Depois passeie junto ao rio e almocei, nos sofás, no Bar do Altis Belém. Depois de 2 horas de leitura, acompanhada de uma tosta de queijo e rúcula, sou desafiada para cinema. Nem morta que me tiram daqui... a paisagem estava fantástica e não era precisa nenhuma companhia. Saí mais tarde e fui votar, depois fui levar pasteis de Belém à família que estava nas mesas de voto a trabalhar, ficaram tão contentes com a surpresa (ou seria com os docinhos ;)). Segui para casa, precisava da minha calma para resolver definitivamente um assunto pendente. Resolvido, catarse e segui para casa dos meus amigos para jantar e ser a biggest looser da semana. Terminámos a noite a jogar snooker. Foi um dia tão cheio, tão antagónico e que espelha tão bem o que por aqui anda. Senti o coração cheio, a vida cheia... e queria tanto partilhar. E esta frase diz tudo.

so true

"quando somos bons nem sempre somos felizes, mas quando somos felizes, somos sempre bons"

Oscar Wilde

E eu este fim de semana tive um dos melhores domingos de sempre.

quarta-feira, maio 11, 2011

Mi casa es tu casa

Gosto muito que a minha casa seja o ponto de encontro dos amigos, o jantar em cima do joelho de enfiar 2 ou 3 pizzas no forno e acompanhar com um (ou mais) copo de vinho, o poker night com amigos a chegar à meia noite, as conversas cúmplices entre nexpressos, petit gateux e cigarros (cada qual com seu vício), os brindes em todos os jantares, e os filmes (preciso de comprar um DVD urgentemente) no sofá. Gosto das confidências, dos sorrisos, dos olhares e dos pés descalços dos meus amigos em minha casa. Gosto da minha casa e gosto que os meus amigos se sintam em casa, em minha casa.

quarta-feira, abril 20, 2011

quinta-feira, abril 07, 2011

um mês depois

A minha casa está praticamente pronta, montada... e não digo finalizada, porque ainda lhe faltam algumas coisas, que eu faço porque faltem, porque quero que continue a ser um projecto em aberto. Quero com isto dizer, que provavelmente está mais finalizada que a minha anterior em cinco anos, pronto era esta a conclusão a que eu (não?) queria chegar... mas não me vou alongar por aí. Meti mãos à obra, literalmente, e no dia a seguir à escritura estava a colar as amostras de tinta nas paredes enquanto bebia champanhe de um copo de plástico (cena muito à filme que aconteceu apenas porque não tinha ainda água em casa e era a única coisa que tinha para beber , mas que me soube bem para caraças). Todas as paredes foram pintadas por mim, e nesses dias descobri como pintar pode ser tão terapêutico, limpar nem tanto, fiquei uma verdadeira mestre de obras... aplicar primários, aparafusar puxadores e até corrigi rodapés (não sabem o que é? contratem-me ;)). Escolhi todos os electrodomésticos e consegui enfiá-los a eles e a mais um despenseiro na minha minúscula cozinha... que agora até nem me parece tão minúscula. O Leroy Merlin passou a ser a minha Zara, houve um dia que lá fui 3 vezes seguidas para comprar uma bicha para o esquentador... da última vez já me despedi do empregado a dizer que desejava não o ver mais nessa noite (ele riu-se). Desenhei móveis, fiz orçamentos, só comprei alguns ;), arranjei algumas coisas que estavam estragadas, desenhei a minha cama que chegou ontem e que o meu gato já tratou de estragar. É uma casa, não é um museu. Mas é a minha casa, que eu agora mostro como se fosse um, cada vez que chega ou faço uma coisa nova. É a minha casa e está a minha cara (bonita ;) ). A minha relação com o banco passou a ser muito próxima, um mês depois já amortizei 50 euros na minha casa, arranjei um outro emprego e voltei a acreditar. como é que tudo isto aconteceu num mês? ...a vida reserva-nos muitas surpresas.