quinta-feira, novembro 14, 2013

fotografias sem preço

Eu acho que existem fotos que não têm preço. Não são as mais nítidas ou as de exposição correcta, ou com o enquadramento perfeito. Embora tudo isso conte para uma excelente fotografia. Não, para mim, fotografias sem preço são as fotografias que não têm volta atrás, são as fotografias que captam aquele momento especial, importante e irrepetível, e podem não ser perfeitas. E normalmente não são.
Vou confessar, eu tenho um trauma com as fotografias. Eu não tenho fotografias de mim bebé, nem de mim em criança pequena. As minhas primeiras fotografias são provavelmente as que tirei na escola na primária. E isto quer dizer que eu não sei como era quando era pequenina, não faço ideia. E por muitas descrições que façam de mim, que pelos vistos até era uma bebé muito bonita (cof, cof), ninguém me consegue formar essa minha imagem na cabeça. Com a perda do meu pai, este trauma voltou, porque apercebi-me que tinha muito poucas fotos dele e de nós. São momentos irrepetíveis. E são perdas, para sempre.


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quarta-feira, novembro 13, 2013

o melhor dos meus dias


o melhor do meu dia foi sentir este sol de fim de tarde maravilhoso

o melhor dos meus dias

Escolher o melhor do meu dia, é um exercício que eu gosto de fazer, como forma de agradecimento por aquilo que eu tenho e como forma de constatar que é nas coisas mais pequenas que encontramos a felicidade... e mais importante que há felicidade todos os dias ;)

A Catarina e a Ana lançaram o desafio e eu que adoro este exercício decidi aderir ao "movimento"



No final do dia, antes de fechar os olhos e ceder ao cansaço, fazemos um exercício: escolher o melhor do nosso dia. Fazemos as pazes com o que correu mal, aceitamos as respostas que ainda precisam de tempo, acalmamos os medos e as angústias e guardamos apenas o melhor. Podem ser horas de festa ou apenas um instante de silêncio.

quem quiser pode juntar-se ao "movimento" aqui... e adormecer com um sorriso ;)

segunda-feira, novembro 11, 2013

dia de São Martinho

O dia de são Martinho vai ser sempre o dia do meu pai, porque hoje é o seu aniversário, e hoje faria 61 aninhos.

Vou tentar que seja sempre um dia feliz, apesar da ausência.
com muitas saudades tuas e de tudo o que não tivemos...
 

 

 
a última foto que lhe tirei e a constatação que tenho tão poucas fotos dele

sábado, novembro 09, 2013

é outra vez Natal

Não sei o que se passa comigo, mas este ano o meu espírito de Natal está ao rubro. Não fosse estar em Beja e os enfeites em Sintra e hoje já tinha a árvore montada. Apetecem-me as luzinhas de Natal, as bolas, o vermelho das decorações, papel de embrulho, o cheiro a lareira e aquela sensação de sorrisos, só porque é Natal. Acho que é de viver no Alentejo, fico com a sensação que sou aquela parte da família que todos visitam quando é Natal. No fundo, no fundo... eu sei que o que me apetece mesmo é o calorzinho da família, e mais do que isso, passar a ser eu a "terra", para onde voltamos quando queremos fazer uma pausa da vida e ser felizes! ;)

sexta-feira, novembro 08, 2013

laços colaterais

Hoje sonhei com pessoas que já não fazem parte da minha vida. Melhor dizendo, com pessoas que não me acompanham na vida, porque da minha vida continuam a fazer parte. Seja porque ainda penso nelas (que diacho até sonho com elas) ou porque ainda sinto alguma coisa por elas. No sonho, e na vida real, traziam vida consigo e eu senti o que se sente quando as pessoas fazem parte da nossa vida. Vibrei, fiquei feliz. Depois fiquei a sentir-me um pouco tonta... a sentir o mesmo que se sente com um amor não correspondido.  De todas as coisas que as voltas que a vida nos dá, a vida nos deixa, são estes laços colaterais. E se tudo o resto teve igual medida de amor e dor para se anular, nos laços colaterais o amor continua. E é mais um amor com o qual temos de terminar, sob pena de continuarmos a ser os tontos agarrados a memórias que não existem. Mas tenho pena.

quinta-feira, outubro 17, 2013

3


... e novamente a poesia na minha vida. o saber que estou exactamente no sítio onde devia estar.

don´t get me wrong... não foi beleza

Eu gosto de mim, eu gosto muito de mim... e sempre gostei muito de mim. Quero dizer, nunca tive grandes problemas com o meu corpo. Aliás, eu costumo dizer que tenho um problema de anorexia, mas ao contrário... a imagem que tenho de mim é sempre mais magra do que ao espelho ;). Há conta disso continuo com alguns quilos a mais... mas vivo muito bem com isso. Aliás, tenho a sensação que apenas acho que tenho uns quilos a mais porque há demasiadas pessoas à minha volta a dizer que têm peso a mais... porque na realidade, eu não acho que tenham e nem sequer sei quanto eu peso. E não quero saber. É verdade, verdadinha.
Não sou linda, mas também não sou feia. Tenho-me na minha conta. Não tenho nenhuma característica que me defina imediatamente. Não tenho olhos, nariz ou orelhas grandes nem pequenos. Mas, vamos sempre arranjar um defeito. Gostava de ter uma barriga lisa e menos peito.  Guess what? desde que eu me lembro que eu quero uma barriga lisa... e eu lembro-me de ser um pau de virar tripas. Olho para as minhas fotos da adolescência, quando era magrérrima e de nessa altura achar que tinha peso a mais, ou seja, eu sempre achei que tinha peso a mais, independentemente do número.

Faço ginásio regularmente, desde maio do ano passado. Sinto-me mais leve, saudável e tonificada... é tudo o que me basta. Desde essa altura só me pesei uma vez, e foi porque quebrei a regra que tinha estipulado de não me pesar se me sentisse bem com o meu corpo. Eu tinha, e tenho, como regra... que não é um número que vai definir o meu bem estar. E portanto se eu me sentir bem, não tenho porque me pesar e fazer desse número a linha que define a forma como eu me sinto. Eu sabia que tinha emagrecido e sentia-me bem, a roupa estava mais larga e assentava-me melhor e nas fotografias já conseguia perceber um perfil mais afinado. Quando me pesei, tinha exactamente o mesmo peso. Exactamente o mesmo peso. O trabalho de um ano de exercício físico e de melhoria da autoestima, jogado fora (atentem no alentejanando na escrita ;)) com um número na balança. Claro que eu sabia que tinha ganho massa muscular e que essa pesa... mas aquele número deixou-me de rastos. Antes de me pesar estava bem e sentia-me bem, depois de me pesar sentia-me péssima... o meu peso não mudou nesses 2 segundos e no entanto a minha cabeça, a minha disposição deram uma volta de 180 graus.

Para quê? Porquê? e para quem? ... fazemos nós isto a nós próprias, constantemente? 

Isto aconteceu há uns meses atrás, mas hoje apeteceu-me escrever sobre isto despoletada pelos comentários do meu último post e também porque deparo-me com muitas amigas minhas que estão constantemente preocupadas com o corpo e com os, supostos, quilos a mais, ou na mesma linha de pensamento... com "defeitos" que mais ninguém vê a não ser elas. E tenho reparado mais ainda nas sessões fotográficas que faço... quase todas as mulheres que fotografo me chamam a atenção para um "defeito" que eu nem tinha visto. É quase instantâneo... preparam-se para fotografar e "de perfil não porque o meu nariz é grande", "Não me posso rir porque faço papo" (ok, esta eu também faço... mas já aprendi a colocar o queixo para n aparecer ;)), "tenho aqui uma borbulha".... e por aí fora. E de todas as vezes... se não me dissessem... eu nunca iria reparar!

Nós passamos a vida focadas nos nossos defeitos, a detestarmos o que vimos ao espelho e pior... a lembrar as outras pessoas desse nosso, suposto, defeito. É um péssimo hábito, que não nos cansamos de fazer e que nos faz tão mal. Enquanto não treinarmos a nossa cabeça para deixarmos de odiar os nossos, supostos, defeitos (e não vou dizer, aprendermos a gostar de nós, porque isso é outa coisa), não há treino físico, nem magreza que nos faça sentir bem. Pensem nisso.

O facto de eu ter ficado especada a olhar para mim na Mango... não foi beleza, foi felicidade.


sábado, outubro 12, 2013

hoje olhei-me ao espelho

Não foi de prepósito. Estava na Mango a experimentar um casaco azul escuro da nova colecção e saltei-me à vista (gosto da expressão). De repente dou por mim a olhar para mim, quase como se de uma primeira vez. Como se ainda não tivesse reparado como sou bonita, como a minha pele estava no tom certo, lisa, os meus olhos límpidos, claros, sem rugas... até parecia que tinha ficado mais nova, como o meu cabelo estava no tom arruivado que eu queria e como tudo jogava certo. Como se me tivesse a apaixonar por mim ;). E fiquei ali um tempo a olhar-me, já não era o casaco, nem o resto da figura. Era eu, com olhos de ver, feliz.

terça-feira, outubro 08, 2013

ausente

eu sei, tenho andado um pouco ausente por aqui. Mas... eu não tenho andado parada, muito pelo contrário... tenho andado numa roda viva. Só que essa roda viva agora traduz-se menos por palavras e muito mais por fotografias. Passem aqui, não se vão arrepender. prometo ;)

quinta-feira, setembro 12, 2013

e-motions photography


A minha paixão pela fotografia continua a crescer.
Não deixem de me visitar
eu vou adorar ter vos por perto ;)

e chegou Setembro

Setembro sempre foi um dos meus meses preferidos, porque representa começos. Mas todos sabemos que começos, pressupõem fins. E este ano, o início de Setembro trouxe-me mais fins do que começos e talvez por isso não tenha escrito até agora. Ás vezes é preciso, sentir com mais força o fim de um ciclo, para ter a certeza e passar a acreditar em novos começos. E acho que finalmente... eu acredito em recomeços. Venham eles ;).

terça-feira, agosto 06, 2013

don´t get me wrong

Mas no fim tudo se resumo a tempo. ao tempo a passar


Dou por mim em pensamentos um pouco (senão de todo) bipolares, e dos quais não consigo encontrar o fim da meada e desenlaçar-me. Senão, vejamos. Eu sou solteira e sou feliz. Mas eu não quero ser solteira para todo o sempre... isso faz de mim infeliz agora? isso faz com que aquilo que eu tenha agora seja um presente incompleto?
É que eu prezo bastante a liberdade que tenho. Gosto demais da independência que conquistei.     Gosto de não ter de dar cavaco a ninguém. Gosto de não ter de contar com a opinião de outra pessoa, senão eu, para decidir onde vou, o que faço e com quem. Gosto de ser dona unitária de todas as minhas coisas, desde a casa, ao carro, ao gato, e da forma como gasto o meu dinheiro e o meu tempo. Mas sei que não quero que seja sempre assim. Sei que vou querer dividir as minhas coisas, o meu tempo (e talvez o meu dinheiro ;)) com outra pessoa. Vou querer que entre alguém na minha vida que me atazane o juízo, me faça duvidar das minhas escolhas, e me faça descobrir coisas que eu sozinha não teria pensado, e sobretudo me surpreenda.
Eu gosto do que tenho, mas sei que no futuro vou querer outra coisa. É tudo uma questão de tempo... tempo a passar.
E eu só não quero chegar tarde.

segunda-feira, julho 29, 2013

ia-me esquecendo...



Também não há ninguém para te tirar fotografias quando estás para lá de espectacular, poderosa em cima de uns saltos vertiginosos, em pleno chiado ;)

Ser solteira e ir a casamentos... "breves" considerações


Este fim de semana fui, pela primeira vez, solteira e sozinha a um casamento de 300 pessoas, das quais conhecia apenas duas, e mal. Não fosse eu gostar tanto da noiva e provavelmente não me metia numa destas. Mas decidi que, estar sozinha não é o fim do mundo, e eu não vou deixar de fazer coisas só porque estou sozinha. Não é o fim do mundo... mas posso deixar algumas considerações.

Primeira e principal, não podemos beber álcool (em excesso, e muito menos ao fim da noite). O que quer dizer que temos de passar por tudo... conscientes.
Não temos ninguém para nos segurar, se por acaso ficarmos tontas, ou mesmo sem ser tontas... só para nos segurar de cima dos nossos sapatos de saltos vertiginosos. Não vamos contar com ninguém nesse departamento... por isso é andar firme e segura pela calçada do chiado com uns sapatos de 15 cm de altura, a achar que me vou esbardalhar a qualquer momento dali a abaixo, e não chora.
Não há ninguém para nos ajudar a levar a máquina fotográfica, a pochete, o copo de vinho e os acepipes (wait, só tenho duas mãos), aguenta de pé em andas, mala no chão, pochete algures, moscatel na mão que ainda é cedo e posso beber.
Também não há ninguém para ir buscar o casaco e as sandálias ao carro a meio da noite, quando já se está levemente enregelada e com um andar esquisito. Sai sorrateira e faz uma última penitência até ao parque de estacionamento buscar os pertences, e não chora.
Também não há ninguém para ir buscar bebidas (sumos, porque já se faz tarde e não posso beber álcool), vai e enfrenta o barman que nos manda para a mesa dos sumos e água refundida num canto da sala... porque ali é só bebidas com álcool. Não chora.
A parte do lançamento do bouquet é um clássico e comum a todos os casamentos, por isso não conta para este, mas ainda assim fica o aviso. Noivas, não deixem menores de 18 a "competir"... todos nós sabemos que elas são mais agéis, além disso não competem em pé de igualdade (metam-lhes uns stilleto de 15 cm, para ver se elas conseguem) e todos sabemos que as crianças apanham tudo do chão. Not funny.
A abertura do baile é outra parte chata, porque somos presas por ter cão e por não ter. Não temos par para a pista de dança, mas ficar na mesa é igualmente mau. Vai para a pista, completamente sóbria (porque já são 2 da manhã e não posso beber) e dança como se não estivesse, e não chora. Sai da pista às 4h porque acha que já chega de dançar para todos e para ninguém e faz-se à estrada... literalmente ao volante do seu carro, com a visão bem focada e com um sorriso nos lábios. Sobrevivi.


PS- Foi um casamento fantástico, lindo, saboroso, divertido... e eu só me iria arrepender se não tivesse ido. Adoro-te miúda, que sejam muito felizes!!!
 ;)

sexta-feira, julho 19, 2013

para ti

Plano
Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
...
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos, que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.

Nuno Júdice, in “Poesia Reunida”

sexta-feira, julho 12, 2013

Beja em dia de sol


Hoje, acompanhada de uma temperatura mais amena, fui até ao "centro" sentir a cidade.  Espreitei curiosa pelas montras abandonadas onde continua um vestido de noiva de 1900 e troca o passo, observei as mesas cheias da esplanada da Luiz da Rocha, da arroz doce e da cozinha, senti a música que animava o entroncamento das Portas de Mértola, reparei no rapaz que se dirigiu para a típica antiga barbearia e pediu para cortar o cabelo, entrei na mango para ver os saldos, sorri ao gaiato que enfiava a chucha nos novos repuxos da rua que nos leva ao Jardim do bacalhau, senti o cheiro a chocolate da mestre Cacau e enquanto pelos intervalos observava a minha figura nas fachadas espelhadas dessas 2 ruas que se cruzam e que constituem a "baixa" desta terra, dei por mim a pensar aqui sou feliz. Não sei porque obra e arte, não sei porque estranho encanto a cada dia que passa, mas aqui sinto que a cidade me abraça.

quinta-feira, julho 04, 2013

do calor

Até passares um Verão no Alentejo, tu não sabes o que é calor! Atenção que isto não é um queixume, (que eu detesto resmungar com o tempo), é Verão, é suposto estar calor... não é suposto ser um forno. a sério...

sábado, junho 15, 2013

Para ser feliz, sê inteiro

Ás vezes acontece-me. Dou por mim a debitar teorias, certinhas, direitinhas e cheias de coerência pela boca fora como se já estivessem todas pensadas e justificadas e totalmente arrumadas na minha cabeça. Mas na realidade saem na hora e deixam-me mais a pensar como eu que eu tinha tudo aquilo engendrado na minha cabeça e ainda não o tinha articulado. Isto para dizer que no outro dia conversava com os meus colegas de trabalho sobre relações, paixão, infidelidade, amor (like it was the first) e dou por mim a justificar, com unhas e dentes, que não existe um and they lived happily ever afther. Ever! E que não há mal nisso.  Eu, pelo menos, não acredito. Eu sei, já escrevi sobre isto, mas cada vez se torna mais claro.

Eu sei, sou cínica. Eu também já acreditei que era para sempre, a sério! Then the world happend. E quando eu digo o mundo, é mesmo o mundo. Nós somos mais de 7 bilhões de pessoas, faz sentido que a nossa felicidade dependa apenas de uma pessoa?  Vivemos num mundo global, em que a distância é cada vez menor e as experiências cada vez maiores. A quantidade de pessoas com que nos cruzamos todos os dias cresce exponencialmente e a probabilidade de encontramos pessoas com variadas afinidades e cumplicidades é infinitamente maior. Não seremos egoístas depositando todas as nossas esperanças de um happy ending numa pessoa? Não estaremos a sonhar alto de mais com a capacidade de uma única pessoa nos fazer feliz a vida inteira?

Eu sei, sou uma descrente. Mas porque raio só é verdadeiro, só é amor, só se é feliz, com direito a tudo o que sempre se sonhou se for para sempre? O para sempre, é todos os dias. E todos os dias é muito tempo, são muitas pessoas e a felicidade vem de várias formas e feitios. A felicidade que vem da nossa realização profissional, das relações que estabelecemos com amigos, com conhecidos e ás vezes com desconhecidos, o prazer das viagens, do desconhecido, do conhecimento e do autoconhecimento, as conversas francas, o sentirmo-nos crescer todos os dias um bocadinho, o sentirmo-nos melhores pessoas todos os dias. Somos nós... não é o outro. Não somos felizes quando encontramos a outra metade. Para ser feliz, sê inteiro. E depois partilha.

Eu sei, não é fácil. No meio disto tudo sobram-nos expectativas por todos os lados. Faltam-nos planos a longo prazo. Falta-nos a sensação de estabilidade. É um puzzle que ainda não consegui resolver. Mas a vida é mesmo assim, constantemente inesperada.

Eu sei, sou uma sonhadora. Viver o momento, apreciar aquilo que temos, ser verdadeiro com os meus sentimentos, arriscar e ser corajosa com os resultados, tal como diz Laura Ingalls Wilder The real things haven’t changed. It is still best to be honest and truthful; to make the most of what we have; to be happy with simple pleasures; and have courage when things go wrong”, parece-me um excelente ponto de partida.


ps. acho que nunca escrevi um post tão longo