segunda-feira, dezembro 31, 2012

em 2012

Fechei um ciclo e reparei o meu coração. Senti-me renascer. Fiz 34 anos e passei o ano inteiro a dizer que tinha quase 35 (coisa de que me arrependo agora à beira dos 35). No dia do meu aniversário os meus amigos levaram-me a um restaurante no bairro alto. Preparei uma festa de aniversário que há muito queria fazer, com uma tarde de quizz e lanche (maioritariamente) preparado por mim. Nesse dia fiz 4 bolos e recebi muito, muito carinho. Escrevi e submeti 3 artigos, 1 já foi aceite. Trabalhei muitos dias até às 21h na faculdade e senti o meu esforço reconhecido. Entreguei a tese de doutoramento e fugi para Grândola no dia seguinte. Submeti um projecto de pós doutoramento. Imaginei-me agricultora. Fiz um curso de fotografia. Iniciei o emotions photography. Apaixonei-me pelo emotions photography. Imagino-me fotógrafa. Aprendi a trabalhar no lightroom, fiz um site e tratei da minha marca numa semana (o poder da paixão). Fiz 10 sessões, fotografei casais, grávidas, solteiras e um bébé. Conheci Leonor. Fiz novos amigos. Passei a maior parte do ano com dois trabalhos (mas não com dois ordenados). Fui quase todos os fins de semana ao Meco... e ao Sr. Domingos comer petiscos deliciosos. Inscrevi-me no ginásio e não me peso há mais de 6 meses. A roupa está mais larga. Fui ao optimus Alive pela 1ªvez. Passei um fim de semana em Porto Côvo com os meus amigos. Joguei volley na praia que me soube a tempos idos. Passei férias com as minhas amigas no Burgau, o sítio onde passava férias quando era adolescente. Bebi muitas caipirinhas, mas fiquei tonta logo com a primeira. Fizémos videos hilariantes que felizmente não vão parar ao youtube. Fizemos brindes em todas as noites de verão. Dançámos muito, rimos muito, descansámos muito e fomos muito felizes. O carro não saiu do sítio. Passei para outro projecto de investigação. Vi o meu trabalho reconhecido. Perdi o meu avô. O meu pai teve um AVC algumas horas depois de me dizer que estava tudo bem. Descobri que o mundo não acaba, mesmo quando todo o nosso mundo deixa de existir. Arrependi-me de não ter dito mais vezes que gostava dele e de não lhe ter dado mais oportunidades. Despedi-me do meu Pai ainda em vida. Passei o Natal em minha casa. Fiz um reveillon em minha casa muito especial, com muitas fotografias (claro). Tive os meus amigos sempre comigo. Jantámos na casa uns dos outros regularmente. Fomos ao teatro 3 vezes. Fiz um peddypapper por Lisboa. Conheci recantos fantásticos nesta bela Lisboa. Gastei trocos no Santo antónio e com 20 centimos garanti casamento ;), fiz os turistas rir. Participei no projecto aday. Fui a uma manifestação. A bolsa de pós-Doc foi recusada. Zanguei-me com a ciência. Mandei mais de 100 CV´s. Fui a 1 entrevista. Ajudei a construir um projecto para Angola. Vi o meu trabalho reconhecido. O meu sobrinho fez 5 anos e continua um doce. A minha família ficou mais próxima. Passei mais tempo com o meu irmão e com a minha mãe. O meu gato continua espectacular. Não me apaixonei por ninguém. Ganhei um admirador secreto. Desapaixonei-me por alguém. Apaixonei-me pela fotografia, apaixonei-me pelos meus amigos e pela minha família e apaixonei-me, finalmente, por mim.

domingo, dezembro 30, 2012

2012


Nem sei muito bem o que dizer do ano de 2012. Teve coisas muito boas e teve coisas muito más e revelou-se um constante desafio. E eu chego ao fim do ano um bocadinho cansada, um bocadinho desanimada, mas com uma certeza muito grande dentro de mim. A de que nunca gostei tanto de mim como agora. O desejo número 1 deste ano era apaixonar-me e eu apaixonei-me... por mim. Não era esse o objectivo que eu tinha em mente enquanto mascava as 12 sultanas, em cima de uma cadeira, com uma nota na mão mas... foi o melhor que me podia ter acontecido. Sei que tive de passar por muito para chegar aqui. Foram muitos os desafios, mas tê-los ultrapassado deu-me a certeza de quão forte posso ser e ainda assim manter-me doce. Acabar o doutoramento, arranjar um novo emprego, lançar o e-motions photography, viver sem saber muito bem o que vai acontecer no mês seguinte, perder o meu avô e o meu pai. Desafios bons e desfios maus, que me fizeram ser/ficar forte. Desafios que me mostraram como o amor se pode revelar de tantas formas... e eu senti-me muito, muito amada.
Não sei o que 2013 me reserva, para já está pronto para testar a minha resistência... mas eu sei que com todo o amor que sinto... têm mesmo de correr bem. Um último brinde a 2012, com uma fotografia de muitos dos teus brindes... à nossa!! 




quarta-feira, dezembro 26, 2012

em contagem decrescente

para a defesa da tese... e meus queridos, nem o stress me está a fazer andar mais depressa. Isto não é muito bom sinal.... não é não.

segunda-feira, dezembro 24, 2012

Feliz Natal



Desejo um excelente Natal, junto de quem vos é mais querido, com sonhos na mesa (e na cabeça), filhoses para o G@to e muitos sorrisos no sapatinho. Nós, por cá, contribuímos para os sorrisos... UM BOM NATAL!!

quarta-feira, dezembro 12, 2012

o exercício da gratidão

Os últimos tempos não têm sido fáceis, tem sido desafio atrás de desafio... quando ultrapasso um, cai outro em cima e parece que não há descanso. E há dias que me vou mesmo a baixo, e me faço de mariquinhas e procuro o colinho da família e dos amigos com olhinhos de carneiro mal morto à procura de validação. Normalmente tenho todo o carinho e a validação de que preciso. Embora isto me faça ficar de cara alegre muito mais depressa, e seja meio caminho andado... há uma parte que tenho de ser eu a fazer. E é aqui que entra o exercício de gratidão. É tão fácil cair nesse vazio de achar que está tudo contra nós, de achar que estamos a cumprir um castigo por algo de errado que fizémos, que acabamos por não ver as coisas boas que temos na vida. E por isso aqui algumas das coisas pelas quais estou grata.

- estou grata pela minha família, que com todos os erros que possa ter tem crescido e melhorado. somos todos melhores do que já fomos.
- estou grata pelos meus amigos, que são lindos e estão lá sempre por mim... nos bons, nos maus e nos momentos mais ou menos.
- estou grata por ter um trabalho remunerado, com todas as incertezas e mesmo na aproximação de desemprego
- estou grata por ter saúde para trabalhar
- estou grata por nunca ter estado sem trabalhar
- estou grata por sempre ter feito aquilo que gosto - investigação, fotografia
- estou grata por ter o meu trabalho reconhecido e ter pessoas que continuam a apoiar e a preocupar-se comigo a nível profissional
- estou grata pela minha casa e carro e por todo o conforto que me proporcionam
- estou grata por ter a companhia do meu gato, que me aquece os pés e me recebe todos os dias em casa com alegria
- estou grata por ver crescer o meu sobrinho
- estou grata por poder continuar a descobrir coisas nas pessoas que me rodeiam
- estou grata por ter uma árvore de Natal com luzinhas
- estou grata por ter uma cama fofinha onde dormir quentinha
- estou grata por tudo o que passei, fez de mim uma pessoa mais forte
- estou grata por ter comida na mesa
- estou grata por ainda poder ir ao ginásio e sentir-me mais saudável
- estou grata por todas as oportunidades que me foram dadas
- estou grata por ter nascido neste país (apesar de tudo)
- estou grata por conhecer pessoas tão especiais na minha vida e por tudo o que aprendo com elas
- estou grata por aprender coisas novas todos os dias
- estou grata por ter gelado de menta no congelador
- estou grata por continuar a ver um sorriso no espelho
- estou grata por ter poucos cabelos brancos e poucas rugas
- estou grata por ter o meu peso (aha ;)... não sei qual é, mas está muito bem assim)
- estou grata por poder usar lentes de contacto
- estou grata por ter tido a oportunidade de viajar pelos 4 continentes
- estou grata por ter um livro na mesa de cabeceira
- estou grata por ter tido a oportunidade de tirar um curso e um doutoramento
- estou grata por a minha mãe continuar a não saber fazer bolo enqueijado como eu gosto, porque ela continua a tentar
- estou grata por me sentir segura quando passeio na rua
- estou grata por poder ligar o aquecedor
- estou grata por me ter lembrado de fazer este exercício
- estou grata por ter um computador onde escrever estas "baboseiras"


segunda-feira, novembro 26, 2012

new heading


ainda se lembram de todos? têm algum que recordem?

let me know ;)

domingo, novembro 25, 2012

dias de chuva


Obriguei-me a ficar o fim de semana inteiro em casa para tentar dedicar-me à defesa da malfadada tese. Sim, é verdade... a tese continua sem data para defesa e eu sinto que já me desliguei por completo dela. Passou tanto tempo sobre a entrega que eu já não me lembro do que escrevi, da estrutura que tinha, dos objectivos... agora é tudo uma nuvem de incertezas e dúvidas, o que não ajuda nada ao nervosinho que se vai acumulando. A juntar a isto vem a minha seasonal breakup with science feeling (ok, eu ando a ler muito em inglês), oh well... with life maybe. De tempos a tempos, tenho vontade de mandar tudo para o ar e deixar-me disto. As razões são várias e já tinha escrito um longo texto sobre isso, mas decidi apagar... isso não me ajuda em nada e a culpa não é de ninguém em particular e bom, não que dependa só de mim mas sou a única que pode fazer alguma coisa por isso, tenho de continuar...

Respirar fundo, afastar a negatividade e... que comece uma nova semana de trabalho.


quinta-feira, novembro 15, 2012

Das coisas más

[assim de repente, tal qual foram]


No espaço de 4 meses perdi o meu avô querido (e já o único que tinha) e o meu pai. Estas perdas mudaram o meu mundo (claro), mas de uma forma repentina. No espaço de segundos, relativizei uma vida de uma forma como eu nunca pensei possível. No espaço de segundos percebi como tanta coisa a que damos importância... deixa de fazer completo sentido, aprendi como o tempo não resolve as coisas porque simplesmente não chega, aprendi que devemos dizer tudo o que sentimos sob pena de nunca mais o podermos fazer e aprendi que não há saudades como as saudades de um futuro que já não vai existir. E foi tudo assim, imediato, logo após as palavras da médica num corredor de hospital. Como uma avalanche que nos cai em cima e inexplicavelmente continuamos de pé... o coração continua a bater, continuamos a respirar e não temos desculpa para parar o mundo ou hipótese de voltar atrás.
A perda do meu avô, embora repentina (pois estava bem de saúde) é mais ou menos aceitável (como se fosse opcional). A do meu pai não... foi cedo demais, não é justo. Ainda havia muita coisa para vivermos, para resolvermos... ainda havia muita coisa para lhe dizer e que ele não sabe. Custa-me que tenha estado demasiado preocupada com coisas más ao ponto de me impedirem de ver as coisas boas, Custa-me não lhe ter dito mais vezes que gostava dele. Eu sei que ele sabia... mas todos queremos ouvir.
Resta-me a consolação de ter falado com ele horas antes, de lhe ter perguntado se estava tudo bem e perceber pela voz que estava bem e feliz. Resta-me a consolação de ter tido tempo de me despedir, dizer que estava tudo bem, que não se preocupasse e que eu gostava muito dele... e de acreditar que ele ouviu, mesmo que os médicos dissessem que não.

mas isso é pouco e as saudades moram no meu coração.

quarta-feira, novembro 14, 2012

sabem da minha paixão por fotografia?

decidi levá-la mais a sério!

Assim que entreguei a tese de doutoramento inscrevi-me num curso de fotografia... era o passo que faltava (por pequeno que seja), aquele que quebra a inércia e nos faz começar a andar. E eu comecei.


gostava que espreitassem o site e fizessem like na página facebook
 
Foram feitos com carinho a pensar em vocês ;) e só vos posso dizer que há muito tempo não me sentia tão apaixonada por uma ideia.
 
hope you like it!
 
 
PS- mais novidades em breve

Nem sei por onde começar

Os últimos meses têm sido cheios, muito cheios de coisas boas e de coisas muito más... e eu nem sei por onde começar. Este sítio sempre foi de coisas boas, sempre tentei deixar as coisas más de parte, não falando delas ou apenas fazendo as minhas considerações como forma de closure and moving on, ás vezes até gozando com os meus azares. Mas sinto que de alguma forma inconsciente, não falar das coisas más não me tem permitido falar das boas... como se não fosse justo. Uma perfeita estupidez, eu sei, mas que eu não tenho conseguido controlar, como podem constatar pelos parcos posts ultimamente.

Mas esta é uma altura muito especial, sinto. Apesar das coisas más, sinto-me bem, óptima, tranquila, feliz, activa e forte e isso merece ser partilhado.

Já tinha saudades ;)

sábado, setembro 15, 2012

para memória futura...



Queremos as nossas vidas de volta. Não nos cortem a esperança de continuar a trabalhar por um país onde ainda podemos construir os nossos sonhos. Estamos juntos, somos muitos... e isso tem que valer para alguma coisa.

segunda-feira, agosto 20, 2012

férias | parte 1/3

Acho que há muito tempo que eu não tinha umas férias que me soubessem tanto a férias, não tanto pelo que fiz... mas pela necessidade absoluta de descanso, de diversão e de paz. O meu sono foi posto em ordem, há muito tempo que eu não dormia tanto e tão bem. Depois foi a vez da casa... nada como uma casa arrumada para tudo parecer entrar nos eixos. Depois foi fazer os outros felizes com uma festa de aniversário surpresa e a reunião de amigos com muitos brindes à mistura. Passeios por Lisboa, conhecer novas esplanadas e revisitar outras já tão conhecidas, visitar o museu Berardo, cinema, praia. Rumámos ao Alentejo, Porto Côvo. Praia, piscina, jogo de volley (as saudades que eu tinha de jogar volley), concerto, mais praia, mais piscina.
Mais sorrisos, mais amizade, mais fotos, mais feliz!



 e ainda não dei banho ao g@to.

sábado, agosto 11, 2012

da irreversibilidade das coisas

perceber que por muito que o tempo passe, por muito que se viva, por muito que se faça por esquecer, que se faça por não lembrar, que se encha a vida com novas memórias, há um pedaço de nós, de mim, que se perdeu para sempre.... e que tudo o que vier vai ter de partir dessa falta.



terça-feira, julho 31, 2012

sexta-feira, julho 27, 2012

ainda sobre a trilogia millenium

comentário da minha mãe quando me viu a ler um calhamaço com o título "os Homens que odeiam as mulheres"
 
- ai filha "os homens que odeiam as mulheres"??!  tu devias era estar a ler livros do tipo  "tudo o que as mulheres devem saber sobre os homens".

a minha resposta pronta, bem alto no café, para toda a gente ouvir:

- oh mãe, eu quanto mais sei sobre os homens, menos quero saber!

(risada total)

livros para este verão


Depois de uma fase um pouco estranha, em que o acto de ler se tornou penoso... como se nada me enchesse as medidas e a única coisa que me conseguisse manter presa a um livro fosse uma abordagem mais realista e positiva da vida (leia-se livros de "auto ajuda"), o prazer voltou.

O primeiro livro da trilogia millenium já foi. Gostei muito (embora depois de um jejum qualquer coisa possa parecer boa), gostei principalmente da forma como o autor contruiu as personagens e as tornou tão reais. Ainda assim, não gostei do Blomkvist e da sua displicência para com as mulheres... não sei se é falta de veracidade da parte do autor ou da minha. Mas isto de comer esta e depois outra, sem que lhe fique qualquer memória do sabor, faz-me uma certa confusão. Acho que é prepositado... e pronto, lá está, genial.

Vamos para o segundo...

terça-feira, julho 24, 2012

na minha praia

Brindamos ao verão com bolas de berlim e sorrisos. Convidamos novos amigos e esperamos novas aventuras. Jogamos conversa fora, dizemos parvoíces e dissertamos teorias altamente elaboradas sobre as relações. Dormitamos debaixo do chapéu, sempre com protector 30+ e um bocadinho de escaldão. Petiscamos mais do que comemos. Mergulhamos no mar para refrescar as ideias. Vivemos e somos gente feliz.
simples

quinta-feira, julho 19, 2012

mês a mês

Eu pensava que com o fim do doutoramento ia finalmente conseguir abrandar o ritmo... enganei-me... redondamente.
Assim que entreguei a tese, caiu-me um artigo para rever, o projecto de pós doutoramento para fazer, um novo projecto no lab, um outro projecto de investigação para fazer, uma ideia de projecto em agricultura para desenvolver, depois mais outro artigo para rever, e depois outro, um curso de fotografia, não tarda tenho a defesa da tese...e pronto... já estou cansada só elencar a minha lista de afazeres.
Há dias que me stresso porque não consigo deitar mãos a tudo...e irrito-me e penso em desistir de alguns, mas a verdade é que o dia que se segue mostrasse sempre mais dócil... e a coisa lá se vai fazendo. O projecto no lab já está a andar, tal como o meu segundo emprego, a candidatura a pós doutoramento está entregue, um dos artigos está meio aceite, o curso de fotografia já acabou, o outro projecto está quase terminado e o projecto de agricultura está a começar devagarinho...

quero acreditar que depois deste verão vou ter muitos frutos para colher... quero mesmo acreditar que o meu esforço vai ser recompensado.

quinta-feira, junho 21, 2012

o amor existe

(a propósito do desaparecimento da emblemática frase)

Claro que sim... só não é para toda a vida.

As minhas amigas olham-me de soslaio e tentam, a muito custo, convencer-me do contrário. E eu tento explicar, sem sucesso, que já não acredito em amores para a vida, que já não acredito que vai entrar alguém na minha vida que eu ache que vai ser para sempre. Sem desmérito pelo próximo, não é que eu não acredite no amor, não é que não acredite que sou capaz de amar, ou de ser amada, por uma só pessoa para o resto da vida... eu só não acredito que o amor seja para sempre. Não sei até que ponto este desacreditar é importante, ou vá influenciar a minha vida amorosa. É mesmo importante acreditar, que este amor que se vive hoje ainda vai cá estar daqui a 2, 10, 20 anos? isso vai influenciar negativamente a minha forma de amar e ser amada? Porque afinal de contas o para sempre... é todos os dias e certezas, só no final do jogo da vida.

Ou será que, o que elas mais temem (e agora eu que penso nisso) é que se eu não acreditar... possivelmente não é amor?