quinta-feira, agosto 19, 2010

a minha paixão é a minha escala


Eu não sei se todos os investigadores partilham dos mesmos sentimentos que eu, mas penso que será algo que todos nós sentimos em alguma fase da nossa investigação. A dúvida. Será que tenho mesmo perfil de investigador? Será que leio o suficiente para o trabalho que faço? Estarei bem preparada para o trabalho que desenvolvo? Será que a metodologia que sigo é a melhor? será que podia ter feito mais e melhor? Será que estou a a pensar "outside of the box" ou a seguir o caminho mais fácil? Eu dou por mim muitas vezes a duvidar das escolhas que faço. Mas quando as coisas correm bem, quando fazemos experiências, colocamos hipóteses, obtemos resultados (mesmo que sejam negativos, continuam a ser resultados) e conseguimos explicá-los é bom demais... e é por aqui que eu me regulo. A minha paixão é a minha escala. A dúvida permanece, mas acredito que com paixão, as respostas vão chegar e eu tenho de estar a fazer alguma coisa bem. quero acreditar.

ps- consegui fazer células competentes (à primeira)... realmente competentes!! E tudo começou a correr melhor...

terça-feira, agosto 17, 2010

so far (and) so good!

Perdi a noção do tempo... eu não dou pelos dias a passar, eu não olho o calendário, eu não sei em que dia estamos, eu só a meio do mês reparei que já estava em Agosto. O ritmo de trabalho é grande e a quantidade de aprendizado é enorme. Se estou cansada? muito, todos os dias me apetece rastejar para casa. Se descanso? não consigo, todos os dias quero fazer mais coisas, outras coisas. Tento ir malhar para a academia, ver um filme ou uma série, ler artigos, acabar o trabalho, jogar bába e já convenci o D. a ensinar-me a jogar capoeira, tenho 2 meses para aprender a gingar ;). Se tenho saudades? há dias que as saudades apertam bastante, mas na maioria dos dias, confesso, eu nem me lembro que estou longe. Não porque não me importe, mas apenas porque a minha cabeça não tem tempo para processar isso... e eu também não forço para que isso aconteça, até agradeço.

segunda-feira, agosto 16, 2010

hate just one season

Eu acredito que esteja bastante calor e que seja desconfortável. E sei que quando está frio também é muito desconfortável. Mas para quem está (de) fora, a situação torna-se ridícula. Quando está a chover querem sol, quando está sol querem frio, quando está frio querem calor e quando finalmente está calor, querem frio. São Pedro não tem paciência par vos aturar... e eu também não. Just pick one...

against all ods, our maybe not

alguém chutou mesmo o chão... e partiu o dedão grande do pé! Começo a achar aqui um certo padrão... afastem-se, enquanto podem!

ps- eu cuido C., as melhoras ;).

quarta-feira, agosto 11, 2010

movie # 5


You're not supposed to look back, you're supposed to keep going.
The lovelly bones (2009)

segunda-feira, agosto 09, 2010

vamos jogar um bába

Daqui a pouco (8h da noite por aqui) as meninas do lamol vão jogar um bába (partida de futebol na bahia), vão colocar os meninos a goleiros (guarda redes) e vão tentar não chutar o chão (e não partir as pernas já agora!)... depois vão felizes e contentes, repor as calorias na pizaria da zona. E às 8h30 aqui a menina vai ao lamol tirar 1 PCR e fotografar 2 pentes.

oh vidinha mais ou menos!

ps- um dia faço um dicionário Português de Portugal - Português do Brasil e um de Lab para português, já agora.

sábado, agosto 07, 2010

Eu sabia que tinha de ser mais para oriente!




Your City is Istanbul



You are hip and modern. You are an expert on what's hot, and you are always up for trying the newest things.

You play so much that people may ask if you ever work at all. You're the type to party until dawn, even on a work night.



You are liberal and progressive. You may have grown up around conservative elements, but you reject them completely.

People can't help but notice your style and flair. You are getting more popular every day.


sexta-feira, agosto 06, 2010

faltam-me as minhas pessoas

E hoje mais do que em todo o tempo que aqui estive, e provavelmente de todo o tempo que há-de vir ainda (já vos disse que vou ficar mais 2 meses?). Porque hoje acabou-se a esperança de ver alguém das minhas pessoas deste lado do atlântico, que mais do que eu gostaria de admitir e mais do que eu pensava (porque é o que sinto agora), era o que me estava a alijeirar o pequeno peso que trago no coração.
Nem vou explicar, porque isso me obriga a contabilizar e eu estou claramente a perder. Estou triste...

e chove.

sexta-feira, julho 30, 2010

quinta-feira, julho 29, 2010

... just give me something to hold on...

(com os snow patrol nos ouvidos... bem alto)

Que dia de cão. O dia inteiro a trabalhar, e quando digo inteiro não estou a brincar, entrei às 8h da manhã (como pode atestar o maldito do livro de entrada do LAmol) e saí ás 23h. Sim, leram bem 23h da noite... e as put@s das bactérias não cresceram! É nestas alturas que me cresce um vazio por dentro e sinto as saudades a quererem entrar... nestas alturas sinto a falta de um colo, pois claro. E como não tenho, só me resta aliviar-me e dizer asneiras (que nem é o meu costume), mas as put@s das bactérias não cresceram!! #&%$#/&(/)... é mais forte do que eu, sou tão púdica nestas coisas, nem uma asneira consigo escrever (embora me passem todas pela cabeça), mas as put@s das bactérias não cresceram!!

... just give me something to hold on...

segunda-feira, julho 26, 2010

da morte

à uma semana atrás uma amiga, aqui do Brasil, perdeu o namorado. Assim, de um momento para o outro (não é sempre?), sem estar à espera, sem qualquer indício... num momento está feliz, com um sorriso presente, e no segundo seguinte o amor dela morre e é enterrado levando com ele todos os sonhos de uma vida em conjunto. Nesse dia, em que ela se despediu do seu amor (que eu não conheci), estivemos todos presentes, para tentar amenizar a sua dor (como se isso fosse possível), desabei porque me custou vela sofrer e também porque desejei nunca ter de passar por isso. embora me pareça quase inevitável, já que a morte é a única coisa que podemos tomar por certa nesta vida.

A mim não me sai da cabeça e do fundo do coração esta sensação de impotência, esta noção de fragilidade e este medo do improvável. A morte, ou a noção da sua presença, ficou mais viva dentro de mim. Evitamos falar dela, com algum receio que ela se sinta convidada a entrar, no entanto sabê-la presente também pode ser libertador. Quero acreditar que nos faz viver melhor, porque sabemos que temos de aproveitar todos os momentos, não há tempo para aguardar por um momento melhor, por uma ocasião especial, porque ela pode não chegar. Amigos, família, amor... ela pode não chegar,
e eu sou uma sortuda por vos ter na minha vida.

impressão minha...

ou chegou a silly season à blogosfera?

domingo, julho 25, 2010

terça-feira, julho 20, 2010

quarta-feira, julho 14, 2010

sabem o que mais custa?

... não são os caracois
... não são as sardinhas
... não é o calor
... não é a falta de sol
... não saõ as sandálias
...não são as férias
... quase que nem é a praia

é a pele dourada e os SALDOS!

pronto, é isto. pirigueti!!

;)

ps- já avisei por aqui, a próxima vez que for a Salvador, quero ficar enfiada no centro comercial e esturrar o meu dinheirinho... nem que tenha que pagar mais caro que em Portugal... não quero saber.

terça-feira, julho 13, 2010

cientista na cozinha - Frango com crise de identidade

Eu tinha um frango e arroz para acompanhar, por isso queria fazer um prato com molhanga. Pensei, caril de frango, perfeito. Mas parece que por aqui ninguém sabe o que é caril ou cáriu. E depois pensei no meu frango com natas, mas também não havia a sopa de rabo-de-boi instântanea que costumo usar, nem a de cebola de opção. O que é que eu fiz? Dei a volta à dispensa da minha amiga e fui metendo para dentro do tacho, tal qual um Merlim a fazer a sua poção mágica. Então foi assim:

Refoguei cebola em azeite e quando já estava molinha caramelizei (reguei com vinagre e 1 colher de açúcar), depois coloquei o frango aos pedaços a cozer, depois manga aos pedaços. Depois coloquei 200ml de leite de côco. Temperei com sal e molho de soja. Como ainda me sabia a leite de côco, meti uns pozinhos de molho madeira (amigos, era o que havia). Como ainda não estava satisfeita parti uns amendoins e panela com eles. E assim se fez um frango, para o qual ainda estou a inventar um nome... qualquer coisa como Frango com crise de identidade, ou frango sem nacionalidade, ou ainda frango à 4 continentes (já que tem um toque de de cada continente: asiático, africano, americano e Europeu).

Alguém duvida que ficou bom? só não sei se vou conseguir reproduzir a experiência. Um problema comum ao laboratório.

domingo, julho 11, 2010

na muche!

e não precisei do polvo para adivinhar.

morta , morrida, matada

Muito, muito trabalho e muita, muita gente a trabalhar. Naquela laboratório, para que funcione, temos de requisitar tudo tal não é o ritmo de trabalho, requisitam-se os PCRs, requisitam-se as cubas de electroforese, requisita-se o fluxo, requisitam-se as micropipetas, requisita-se o sequenciador, requisitam-se as centrifugas (são SÓ 4), requisita-se o banho-Maria e para a semana ainda devemos guerrear pelas tips (que não estão autoclavadas) e pelos DNTPs (que estão a acabar). Resumindo e concluindo, estou (auto) requisitada para trabalhar ao Sábado, até ver se não se segue o Domingo. Estou feita ao bife... e a ver o Rio por um canudo.

Cuando no se puede escapar, y estas constantemente dependiente de todos los demás, se aprende a llorar sorindo.

Mar adentro (2004)

Ontem foi noite de lady´s nigth, uma brasileira, uma boliviana e uma portuguesa. E toda a gente conseguiu ver o filme, umas por legendas, outras pela língua ;).