segunda-feira, outubro 26, 2009

Por mim, atrasavam-se 2 horas

Sou matutina, mas sempre tive muitos problemas para me conseguir levantar de manhã. Só há pouco tempo consegui perceber como funciona o meu ritmo circadiano. Quando estive no Brasil, com um atraso de 3 horas (agora de Inverno), é que notei particularmente a minha necessidade de luz para acordar. Lá está, sou como as plantinhas, preciso de luz para me energizar! Lá, às 5h começava a amanhecer, às 6h eu já estava farta de fazer tempo na cama para me levantar e por volta das 7h30 já estava no lab a trabalhar. Em Portugal, na melhor das hipóteses, a minha hora de acordar é às 7h30. Claro que às 17 horas começava a escurecer (o que por cá também se verifica) mas, como já tenho o meu trabalho feito, é só voltar para casa e começar a relaxar e para isso o escurinho até sabe melhor. Aliás para mim das 17h às 20h são horas mortas, compassos de espera entre sair do trabalho, ir ao gym, fazer o jantar... pouco me importa que seja de noite. Ou seja, por mim horário de Inverno está perfeito. E o horário de Inverno no Brasil ainda mais perfeito!

ps- 3 semanas sem escrever e estava difícil recomeçar, ganhei uma hora e consegui voltar. alívio

quarta-feira, outubro 07, 2009

ui!

Tanta coisa para contar, tanta foto linda para postar, e a única coisa que me entra pela cabeça é uma voz monocódica que me fala de produto da soma dos quadrados, de intervalos de confiança e transformações logaritmicas de variáveis para liniarizar relações e que me obriga a entrar no R e programar as estatísticas que dificilmente compreendo.
Todos compreenderam qual o grau de inspiração para escrever as coisas maravilhosas por que tenho passado, acho que elas não merecem...

quinta-feira, setembro 24, 2009

eu não conseguiria dizer melhor

"Um dos maiores erros que se fazem é pensar que estudar serve primeiramente para aprendermos uma profissão e que um curso universitário só tem utilidade se vier a ser aplicado ao entrar no mercado de trabalho. Que grande equívoco. O estudo, um curso, servem também para isso, mas não só, servem principalmente para nos ensinar a pensar melhor, a aprender melhor, a desenvolver as nossas capacidades e raciocínio, a tornarmo-nos pessoas mais independentes e capazes de pensar pela nossa própria cabeça, dando-nos ferramentas para ultrapassar obstáculos e dificuldades, e para, principalmente, nos alargarem horizontes e expandirem limites. Não tivesse eu estudado os anos que estudei, e dificilmente teria capacidade de começar um doutoramento numa área da qual sabia aproximadamente zero. Mas isso não foi uma barreira, porque esses anos, mais do que disciplinas fundamentais, das quais não desmereço a importância, me ensinaram a não ver o desconhecido como impedimento e confiar na minha capacidade de aprender, e de saber como o fazer. Da mesma forma que o Erasmus não serve para ir fazer cadeiras, mas para crescermos enquanto pessoas num mundo que não se limita ao nosso bairro. Claro que só se pode saber isto com alguma distância, e tendo passado pela experiência, sendo absolutamente impossível explicá-lo a quem não o viveu, e que por isso nunca perceberá a dimensão da sua importância, desvalorizando-a com despeito. Se sou melhor que os meus pares por isso? Nunca foi o que esteve em causa. Se sou muito melhor do que seria sem essas experiências e se me fizeram crescer como pessoa? Sem dúvida. Porque saber mais é sempre melhor do que saber menos, com ou sem ofensa."

ps- para a semana começam as aulas.

ps para a Luna - ontem estive na manifestação de bolseiros e tu estavas comigo ;)!

quarta-feira, setembro 23, 2009

"my sister's keeper"

Aquilo que deviam mas não dizem em nenhuma das promoções a este filme ou quando nos vendem o bilhete é "lenços de papel são absolutamente necessários". Podes tentar, podes suster durante algum tempo a lágrima, mas não vais deixar de chorar neste filme. Eu, que agora virei uma lamechas e choro por tudo e por nada (e não, não estou grávida), aguentei uns 5 minutos. No fim, era ver toda a gente de lencinho na mão. O filme é muito bonito e bem filmado, mas não aconselho a quem vive de perto uma história semelhante... é bem capaz de sair a soluçar do cinema.

sexta-feira, setembro 18, 2009

a p#%@ da idade

Já não se me depara quando olho para os rebentos das minhas amigas e eles já falam e têm dentes e oops já estão a entrar para a faculdade. Mas sim na primeira aula teórica de estatística e delineamento experimental (que considero de revisão), quando começo a apanhar papéis ao quarto de hora do fim. Aqui devo confessar que até nem foi mau olhando para o ar de espanto do resto da plateia. Mas é também neste preciso momento que começo a fazer contas ao tempo e vejo que a última vez que toquei em estatística foi para aí há uns... 10 anos atrás, mais coisa menos coisa, o que feitas as contas (que ainda sei de matemática) bate no século passado!
Bateu-me a crise da mini-nano-micro-idade.

quinta-feira, setembro 17, 2009

sou só eu??

Será que sou só eu que achei uma parvoíce pegada a história do "Cem anos de solidão"?

só eu

que não tendo mais nada que fazer ou com que ocupar o meu tempo (sic) decido, por auto recriação e de livre e espontânea vontade, inscrever-me em 4 disciplinas de mestrado de outra faculdade que não a minha. E ainda pagar por isso.
Força, podem-me chamar doida. Eu compreendo-vos perfeitamente.

quarta-feira, setembro 09, 2009

e o que é que o querido responde?

-querida, queimei a sopa!

Como se fosse possível queimar sopa, dirão vocês todas... mas às mãos de um homem tudo é possível, até queimar sopa. Reduzida quase a papel e com um cheiro que ao entrar no prédio pensei... alguém deixou queimar torradas. e há medida que subia no elevador corrigi... alguém deixou queimar MUITAS torradas.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Leituras

Ando zangada com os livros, já não sinto o prazer que sentia antes. As histórias não me movem, agora é mais a escrita que me prende ao livro. E o sentido de obrigação, como se tivesse desapreendido a leitura e agora só a repetição me fizesse apreciar. Fui a treinos com o "Cem anos de solidão", tal como previa gosto da escrita... mas a história teima em não me agarrar. Estou a meio do livro e ainda não percebi a razão do título. Estou curiosa, expectante... e um nadinha desiludida. Será que perdi mesmo o gosto aos livros?

terça-feira, setembro 01, 2009

Pronto! voltei!

Já tinha voltado há algum tempo, mas só agora me apeteceu dar um ar da minha graça. Apeteceu-me deixar o blog de férias, sem ter de pensar em traduzir a vida para caracteres durante um tempo. soube-me bem. tal como me sabe agora voltar com os caracteres, mais ou menos, disparatados.

As férias tiveram um gosto muito especial, foram cheias. Deu para muitas praias, capri-sonne, mariscadas e tabuleiros de cascas, bronze, fotografias ao fim da tarde, sardinhada e mergulhar no mar com os amigos. Deu para pintar paredes e móveis, decorar e apreciar mais a casa. Deu para muito carinho do meu mushroom à tia, cerelac e amor. Deu para visitar barcelona, calcorreá-la de fio a pavio, ver arte, música, pintura, sentir a cidade, tapas, paelha, sol e calor ao fim do dia. Deu para médicos e veterinários. Deu para almoços de amigas e muitas (e boas) compras em saldos. Deu para muito amor, jantares, almoços e cinema a dois. Deu para trabalhar uma semana pelo meio. Deu para fazer muita coisa que estava adiada há algum tempo e para começar Setembro tranquila e cheia de energia.

sexta-feira, julho 31, 2009

pronto!

O laboratório está limpo e arrumado, as plantas foram todas acondicionadas nos devidos lugares, o gabinete está limpo e os backups foram feitos, ficaram 2 assuntos meio pendurados... mas o meu cérebro decidiu fazer uma auto-lobotomia, pelo que eu não sei de nada... esqueci. desço os estores e fecho a porta, quando voltar logo faço um re-start.

boas férias para todos... encontramo-nos por aí ;)

terça-feira, julho 28, 2009

sexta-feira, julho 24, 2009

contado... não sei se acreditam!


Cheguei a um ponto que deixei de contar km, meti o melhor sorriso e seja a chegada quando Deus quiser, tiver tempo e nos deixe uma bomba de gasolina aberta.
Day one, viagem para Vila Real, com saída de Lisboa às 18h, paragem em Viseu para jantar com a minha querida L. (é sempre um prazer), chegada à 1h a Vila Real. Segundo dia, ainda não são 8h e já estamos a sair para Peso da Régua, Viseu e almoço em Vilar Formoso... até aqui já tinhamos apanhado algumas plantas, algumas à chuva, outras com os pezinhos dentro do Rio! (ainda a aventura mal começou!). Subida até Miranda do Douro (não sei se estão a ver? a pontinha de Portugal onde entra o Rio Douro.) e mais plantinhas. São 7h da tarde e iniciamos a descida, pelo lado espanhol, até Elvas. Pelo caminho, comprar uma lanterna e nova paragem para apanhar mais umas plantinhas algures na fronteira com a região de Castelo Branco... era meia noite (daí a necessidade de uma lanterna). As vacas que a essa hora pastavam por ali devem ter achado um bocado estranho... bom, nós também achámos um bocado estranho, mas a verdade é que fechámos o ciclo de colheitas (pelo menos enquanto não tivermos mais ideias). Eram 2h da manhã quando chegámos a Elvas com o combustível contado. Hoje, viagem Elvas-Lisboa.

quarta-feira, julho 22, 2009

eu gostava

de estar contente por ir para Vila Real hoje para amanhã fazer o caminho inverso para Elvas e depois para Lisboa(com sorte), de sentir mais energia e não ficar embasbacada a olhar para o pc à espera que o motor (leia-se cérebro) arranque, de fazer contas até à férias e não achar que ainda falta uma eternidade (1 semana e meia?!), de mentir e dizer que estou cansada porque na realidade eu estou mesmo é estoirada.

desculpem lá, mas o cansaço é tanto que não há espaço para mais nada...

terça-feira, julho 14, 2009

não liguem

que isto é o cansaço a falar.
Há 3 fins de semana que o conta kilometros não pára. 2 casamentos, um deles em Vilar formoso (800km), 2 aniversários, um deles em Viseu (600km) e agora o expoente máximo de saídas de campo, 2 dias (talvez 1000km para cada um). sabendo que para a semana há mais.
já se vê que isto anima qualquer um.

Constatação do dia

que embirração, tudo me irrita. Perdi a paciência para as pessoas, para os blogs, para as conversas, para as ideias, para tudo. Este é o meu limite, preciso de férias. é que já nem eu me aturo.

sexta-feira, julho 10, 2009

espero nunca perder essa capacidade de sonhar

Sou uma palerma que vive no mundo dos sonhos, que gosta de construir castelos (literalmente) nas núvens completamente consciente que tudo se vai escaqueirar de encontro ao chão duro, mais tarde ou bem cedo... quase sempre cedo. Depois, sei que me vou levantar, sacudir o pó, esquecer estas más memórias com amnésia selectiva e seguir caminho, durante mais um tempo, o tempo que for preciso e com o qual me posso entreter a sonhar e a construir castelos (literalmente) nas núvens. Sou palerma porque, ingenuamente, espero nunca perder essa capacidade de sonhar.