segunda-feira, maio 25, 2009

por estes dias são só reclamações

A paciência implodiu juntamente com o início de incêndio no lab, quando manuseávamos produtos altamente inflamáveis e depois foi esparramar-se em dias de campo por esse alentejo carracento (sim carraças às dezenas, elas gostam de mim). Quando voltei, um mail dizia que estava tudo normal, que tinha de pagar porque sim. Eu acho que não, porque não! Paciência atinge o nível zero... por isso depois de um fim de semana revigorante voltamos à carga. Meia já se foi com um atendimento a clientes que só sabe dizer que não sabe.
Agora vamos gastar o outro meio na outra "casa" que me engole o dinheiro como se fosse seu. E Já nem falo do estado em que o estado nos deixa, que essa reclamação deixei para a cara metade.
Mais alguém quer testar limites?

...

deus não me deu paciência... e agora vai ter de ser à bruta!
vamos lá ganhar uma úlcera.

segunda-feira, maio 18, 2009

daí-me paciência

Desde a semana passada que tenho um telefonema para fazer lá para o "hotel", para me explicarem porque a minha conta da "estadia" aumentou para mais do dobro 2 semanas depois de lá ter pernoitado. E ando a adiar porque já sei que me vou chatear e não me apetece ficar chateada, há coisas tão mais fixes para se ficar. E eu sou péssima quando me chateio, porque depois de me chatear ainda tenho de remoer aquilo tudo tipo máquinas de triturar papel nos escritórios e só depois do papel estar à venda como reciclável é que a coisa melhora. Portanto, é isto, "Deus, daí-me paciência para o telefonema que vou fazer a seguir e já agora para o resto da semana".

quarta-feira, maio 13, 2009

top 15+

Desafiada pela sofi@ aqui fica o meu top 15+ de séries da TV, entre portuguesas e estrangeiras, de agora e de outros tempos:

Duarte e companhia
Twin peaks
Allias
Brothers and sisters
Sex and the city
Simpsons
Modelo e Detective
MacGyver
Kit
Lipstick Jungle
Ficheiros secretos
Friends
Adultos à força
Beverly Hills 90210
Prison Break

Sintam-se desafiados a fazer o mesmo.

Depois, só depois

Toma-se um banho refirmante, coloca-se uma máscara no cabelo enquanto se trata da depilação, exfolia-se a pele, põe-se o anticelulítico (que já sabemos que não vai fazer nada, mas com tanta publicidade uma pessoa é obrigada a acreditar), hidrantante por todo o corpo daqueles que dão uma corzinha, arranjam-se as sobrancelhas, pintam-se as unhas dos pés e mãos, hidrata-se o rosto, veste-se uma camisa de dormir sexy e depois ..... passa-se a ferro mais uma tonelada de roupa.

segunda-feira, maio 11, 2009

exercício de equilibrio

Sou verdadeira, mesmo que quisesse não saberia ser de outra forma. Sou uma ave rara ingénua e incapaz de ser calculista. Dou tudo, bom e mau, aquilo que sinto mostro e digo sem fundo de reserva ou maneio. Não tenho vergonha de me mostrar frágil quando a vida assim insiste, não quero deixar de viver o bom com medo do mau que possa acontecer, não quero ter tempo a perder com jogos de esconde, esconde e mesmo aquilo que ás vezes tento esconder acabo a demonstrar porque sou demasiado transparente. Vem do fundo, dos meus fundos. Dou tudo e quando doi, esgoto-me... ainda assim insito na verdade e não me protejo.
Talvez a vida ainda não me tenha sido suficientemente madrasta para me mudar ou talvez a vida me tenha ensinado (à força) que é inútil resistir, ou então é a escolha que eu fiz (ingénua, bem sei) de querer dar tudo para receber tudo. Mas como (quase) tudo, o exercício do equilibrio é o mais difícil.

quinta-feira, maio 07, 2009

quarta-feira, abril 22, 2009

estou em falta

Há coisas que não se podem deixar de escrever, ou melhor, há agradecimentos que não se podem deixar de fazer, há sentimentos que se têm de valorizar e há também fragilidades que se devem partilhar... porque nos tornam mais humanos e mais fortes. Quando a vida nos dá uma lição daquelas é bom ter amizades que nos entendam, que não nos recriminam, que acreditam em nós e que aceitam a nossa decisão. Eu talvez não tenha sido tão boa a fazer este papel, quando um dia estive do outro lado. Sem dúvida aprendi uma lição. A minha vida pode já não ser tão perfeita, mas é sem dúvida muito mais rica. Obrigada. Vocês sabem.

sexta-feira, abril 17, 2009

obrigada a todos

pelas mensagens, pelos mails, pelos comentários e pelo carinho.
são todos uns kridos!!
obrigada.

e quem está a curtir estas férias forçadas?

Eu não sou, porque já só lá vou com drogas. Dizem os médicos que é tomar só em caso de sos, mas depois esquecem-se de dizer que esse é o nosso estado normal nos primeiros dias (espero).
Não, quem está a curtir estas férias forçadas é o senhor gato que, debaixo do edredon só se percebe a ponta do focinho e um ressonar regalado.

quarta-feira, abril 15, 2009

Feito!!!

De volta ao quarto, correu tudo bem, ainda estou meio grogue e logo à noite há visionamento do Porto-Manchester no "Hotel".

Um verdadeiro post à twiter

Directamente da enfermaria... perdão do hotel! Tenho a barriga às voltas, tensão normal, temperatura normal, umas meias muito sexys para vestir, TV, rádio e internet... e ainda não estou dopada!

terça-feira, abril 14, 2009

Os meus ovários são uns merdas*

*Seguindo a linha de pensamento de António Feio.


É isto que me apetece dizer porque, pela segunda vez, os meus ovários me deixam ficar mal. Pela segunda vez, não foram fortes (os sacanas) e deixaram crescer quistos à volta.
Há 6 anos passei por este medo... de perder os ovários, de não poder ter filhos, da anestesia, de acordar e não saber o que se tinha passado... esse era um dos grandes medos. Felizmente correu tudo bem, mantive os ovários (os sacaninhas), nunca tive de adormecer porque o anestesista se enganou e deu-me epidural em vez de anestesia geral, assisti à minha própria operação que eu recordo como um momento muito, muito divertido (ok, eu estava bastante dopada e passei por tudo numa de "paz, amor, e tudo nú", mas não deixou de ser divertido) e fiquei com uma cicatriz a que eu chamo um smile... porque era suposto ter sido um happy ending.

E é já amanhã que ganho outro smile. Agora os medos voltaram todos outra vez, perder os ovários, não poder ter filhos, qualidade de vida, anestesia, acordar e não saber o que se passou, e mais... será que vou ter de passar por isto outra vez? As pessoas à minha volta, por ser a segunda vez, devem achar que passou a ser normal e que eu devo estar mais calma... não é normal nem eu estou mais calma Até porque ainda não estou dopada.

E porque a vida também é isto, decidi partilhar. Agora torçam os dedinhos and wish me luck.
até já

segunda-feira, abril 13, 2009

uma certezinha*

Com a sorte que eu ando esta semana é melhor jogar no euromilhões.

*com os devidos créditos à elite.

segunda-feira, abril 06, 2009

Numa de Tim Gunn

Arrebanhei a roupa toda do armário e fiz uma criteriosa selecção à lá Tim Gunn. Assim, tudo o que não gosto de ver, que não fica bem, com cores erradas, com borbotos ou cor desmaiada está agora empacotado no escritório à espera de melhor destino. Há a dizer que por lá se encontram peças a estrear, algumas ainda com etiqueta, pelo que estou seriamente a pensar em fazer uma venda de garagem, ou então ir para a feira da ladra ou ainda fazer um programa de trocas. Alguém interessado?

ps- estou a pensar aplicar o mesmo às coisas de casa.

quinta-feira, abril 02, 2009

O dia até estava a correr tão bem...


Até queríamos ficar mais um bocadinho em Houmet souk, depois de percebermos o que tinhamos perdido e que o centro da ilha até era bem giro, e beber um sumo de laranja até porque ainda faltava 2 horas para o voo para Tunes. Mas os meus botões lá me diziam que era melhor ir andando.
Quando chegamos ao chek in o nosso voo não existia, tinha sido cancelado. O único voo partia dentro de 45m e estava cheio. Que porra, mas isto é assim? Depois de explicar ao manager do aeroporto que tinhamos mesmo de ir naquele voo porque no dia seguinte partíamos para Portugal... os 3 lugares apareceram, não faço ideia como (3 pessoas ficaram sem voo), mas a verdade é que seguímos viagem.
O voo foi rápido, sem escalas e com pouca turbulência. Começamos a fazer a abordagem à pista e o avião começa a ser sacudido de um lado para o outro e a descer que nem uma montanha russa. Não sei quanto tempo estivemos nisto, perdi a noção, vi a minha vida a começar a andar para trás e o meu pensamento foi "bolas, eu não quero morrer... ainda tenho muita coisa para fazer", foi isto "ainda tenho muita coisa para fazer", agarrada ao assento de olhos fechados a respirar que nem uma grávida em trabalho de parto. Os meus amigos pensaram "eu quero criar a minha filha". Não sei como, nem quanto tempo depois o avião estabilizou e passamos por cima do aeroporto... sem sabermos onde ia aterrar. subimos novamente, o avião vai dar a volta e tentar aterrar novamente. Pensamento "Meu deus, seja qual for o teu nome, Deus, Alá (juro que pensei isto!) por favor eu não quero morrer..." , enquanto o avião dava a volta e apitava um sinal de alarme, como aqueles que se vêem nos filmes. pronto é desta, não há hipótese, o avião tem uma avaria! querem cá ver que eu consegui tirar 3 infelizes do avião para ele agora se escaqueirar lá em baixo, é o fim... as minhas pernas saltavam sozinhas com os nervos, o alarme parou, o avião estabilizou, as rodas tocaram o chão e todos batemos palmas. Agora já não acho piroso bater palmas. E já não acho assim tanta piada a voar.